Como apoiar um colaborador em luto: guia prático para empresas e RH

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O luto é uma vivência marcante, cheia de particularidades e, muitas vezes, imprevisível. O ambiente corporativo precisa reconhecer essa realidade e promover acolhimento com respeito, humanidade e sensibilidade. Quando uma pessoa atravessa a perda de um ente querido, o suporte oferecido pela empresa pode aliviar o sofrimento e até fortalecer vínculos profissionais.
O Grupo Primaveras, com sua experiência em acolhimento e cuidado, acredita que toda organização pode transformar este momento difícil em uma oportunidade de genuíno cuidado com seus times.

Por que o luto impacta a vida profissional?

A morte de alguém próximo atinge diretamente emoções, comportamento e energia de quem está enlutado. Reunir forças para retomar atividades no trabalho pode se tornar um desafio diário, até mesmo para os mais dedicados.
De acordo com relatos de familiares e colaboradores ouvidos pelo Grupo Primaveras, a saudade constante, a sensação de vazio e as mudanças no humor interferem nas tarefas, na concentração e até nas relações profissionais.

Algumas das consequências mais comuns do luto no cotidiano empresarial incluem:

  • Queda da motivação e do rendimento
  • Dificuldade de concentração em reuniões e tarefas
  • Irritabilidade, tristeza ou baixa tolerância
  • Ausências não planejadas
  • Isolamento dentro da equipe

A forma como a empresa lida com o sofrimento de um colaborador pode impactar sua saúde mental e o clima organizacional. Demonstrar apoio nos momentos mais delicados contribui para relações saudáveis no local de trabalho.
Para saber mais sobre como oferecer apoio emocional de maneira efetiva, confira o artigo “Como ajudar uma pessoa em luto: confira 6 dicas” no blog do Grupo Primaveras.

Qual o papel do RH e da liderança diante de um colaborador em luto?

Quando uma perda é comunicada à empresa, a humanização ganha protagonismo. O gestor imediato, junto ao setor de Recursos Humanos, deve ser o primeiro canal de escuta e acolhimento.
Valorizando práticas recomendadas pelo Grupo Primaveras, mostra-se fundamental que as lideranças estejam preparadas para:

  • Receber a notícia da perda com empatia
  • Garantir privacidade ao colaborador afetado
  • Orientar sobre direitos relacionados à licença
  • Oferecer opções disponíveis de apoio psicológico ou terapêutico

Para compreender melhor como o suporte emocional pode fazer a diferença, veja o conteúdo “Terapia do luto: qual a importância do apoio psicológico?” publicado pelo Grupo Primaveras.

A comunicação deve ser sensível. Expressar condolências, colocar-se à disposição e, se for desejo da pessoa enlutada, comunicar de forma respeitosa o motivo de sua ausência à equipe.
O respeito pelo tempo de cada um é imprescindível.
Para conhecer mais práticas que unem RH e bem-estar, explore as seções institucionais sobre apoio ao luto e eventos terapêuticos promovidos pelo Grupo Primaveras.

Licença por falecimento: o que diz a legislação brasileira

O direito à licença por luto, também chamada de licença nojo, está garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Segundo o artigo 473, o funcionário pode se ausentar do trabalho:

  • Por até 2 dias consecutivos no caso de falecimento de cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa declarada como dependente na carteira de trabalho.
  • Para servidores públicos federais, o período pode ser de até 8 dias.

A empresa não pode descontar esses dias do salário nem exigir compensação do colaborador.
Em algumas empresas, o tempo é ampliado por acordos coletivos.
Entenda melhor as regras legais lendo o post “Licença Nojo: entenda quem tem direito e como funciona” no blog do Grupo Primaveras.

Em situações específicas, como a perda de parentes não previstos em lei, é indicado que o RH avalie flexibilizar regras internas ou oferecer suporte extra, quando possível.
Políticas bem elaboradas e divulgadas evitam dúvidas e garantem respeito ao direito de afastamento.

Como apoiar no retorno ao trabalho após o luto?

O período de afastamento não encerra o processo de dor.
Ao voltar à rotina, o funcionário pode apresentar insegurança, cansaço mental e sentimentos conflitantes.
O acolhimento feito nos primeiros dias de retorno é determinante para a adaptação.

Segundo práticas adotadas em empresas que buscam a humanização do ambiente, o cuidado pode envolver:

  • Reuniões individuais entre liderança, RH e o colaborador, respeitando a vontade da pessoa de falar (ou não) sobre sua perda
  • Flexibilização temporária de horários e metas
  • Permissão para pausas breves, conforme a necessidade emocional
  • Oferta de atendimentos psicológicos, grupais ou individuais

Adotar um retorno gradual, quando viável, pode ajudar a minimizar pressões e evitar quadros de adoecimento mental.
Não se deve esperar que a “normalidade” seja retomada imediatamente.
Para ampliar a compreensão sobre esse tema, o Grupo Primaveras oferece conteúdos e orientações específicas em sua página de apoio ao luto.

Boas práticas de acolhimento nas empresas

Criar uma cultura de respeito ao luto dentro das organizações favorece o bem-estar coletivo e reduz prejuízos à saúde dos trabalhadores.
Inspirados por experiências e eventos promovidos pelo Grupo Primaveras, algumas práticas que fortalecem o ambiente organizacional são:

  • Treinamento dos líderes em comunicação empática e escuta ativa
  • Criação de canais de apoio emocional (como convênios com psicólogos ou grupos terapêuticos)
  • Promoção de rodas de conversa sobre saúde mental e luto
  • Divulgação clara das políticas de licença para situações de perda
  • Incentivo à cultura de gentileza e respeito entre os times

O impacto positivo reflete na reputação e até na retenção de talentos

Conclusão

Ao reconhecer que o luto não se limita à esfera pessoal, as organizações assumem responsabilidade pelo cuidado integral às pessoas.
O ciclo do apoio começa na escuta, passa pela oferta de recursos adequados e culmina numa cultura corporativa voltada à empatia e ao respeito.

O cuidado ao colaborador que perdeu alguém próximo traduz, na prática, o compromisso da empresa com a saúde de todos.
Cada iniciativa conta — seja no ajuste de licenças ou na gentileza do dia a dia.
O Grupo Primaveras, com seu histórico de acolhimento e rituais de despedida, incentiva empresas, gestores e RHs a conhecerem melhor seus serviços e programas de apoio.
Transforme o momento difícil em um laço de confiança duradouro.
Entre em contato com o Grupo Primaveras e conheça ações que favorecem o cuidado humano no ambiente de trabalho.

Perguntas frequentes sobre colaboradores em luto

O que é um colaborador em luto?

Colaborador em luto é aquele profissional que atravessa um período de sofrimento decorrente da perda de um ente querido. Essa experiência pode afetar comportamento, desempenho e emoções, exigindo acolhimento no ambiente de trabalho.

Como apoiar um funcionário enlutado?

Para apoiar um funcionário enlutado, recomenda-se escuta atenta, respeito ao tempo individual, concessão das licenças previstas pela lei e, quando possível, disponibilização de suporte psicológico. Oferecer acompanhamento no retorno ao trabalho também faz parte do cuidado.

Quais benefícios oferecer ao colaborador em luto?

Entre os benefícios mais adequados estão: licença remunerada por falecimento, flexibilização de jornadas, encaminhamento para atendimento psicológico, rodas de conversa sobre saúde emocional e acesso a canais de escuta humanizada. Ações assim contribuem para amenizar o sofrimento.

Quando liberar afastamento para luto?

O afastamento deve ser liberado sempre que houver a comunicação da perda de um parente que se enquadre na legislação ou conforme acordos internos da empresa. É recomendado agir com flexibilidade e respeito, mesmo em situações não previstas.

Como comunicar a equipe sobre o luto?

A comunicação à equipe deve priorizar descrição e respeito, transmitindo a informação apenas quando autorizado pelo colaborador afetado e sem detalhamento excessivo. Expressar solidariedade e estar aberto para escuta são atitudes valiosas nesse momento.

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